(Ao Revdo Padre Paulino Nogueira)
Princesa dos Verdes Mares,
Oh!
Minha terra querida,
Eu
te saúdo contente
Nesta
data enaltecida!
Quisera
em lira dourada,
Em
trenós harmoniosos
Proclamar
ao mundo inteiro
Teus
feitos sempre alterosos.
Teu
céu azul é sereno,
São
belas tuas campinas,
Quando
em abril se matizam
De
vicejantes boninas;
Doces
vozes se desprendem
Nos
galhos por entre os ninhos,
Onde
cantam seus amores
Milhares
de passarinhos.
A
linfa que nos verdores
Desliza
sonora e pura
Cicia
ternos segredos
Das
matas pela espessura;
E
a refletir docemente
O
azul sereno dos céus
Parece
um límpido espelho
Da
glória imensa de Deus.
Oh!
Meu Ceará querido,
Bela
pátria de Alencar,
Com
quanto amor te venero
Oh!
Como sei te exaltar!
Na
fúlgida constelação
Da
terra de Santa Cruz,
És
a estrela mais brilhante,
Oh!
Grande Terra da Luz!
Tens flores, as mais formosas,
Aves
de todas as cores,
As
borboletas mais lindas,
Os
mais gentis beija-flores;
O
teu luar argentino,
A
se espalhar sobre o mar,
Inspira
meiga poesia,
Obriga
a gente a sonhar!...
Salve,
terra abençoada,
Que
na noite procelosa
Da
dor soubeste vencer
Sempre
de pé, corajosa;
Que
cantem com ufania
O
esplendor, a vitória,
E
os cearenses que honram
Teu
nome cheio de glória.[1]
[1] F. Clotilde. Ceará
Intelectual. 1912. Ver, também, SAMPAIO. Filgueira. Noções de História do Ceará. Recife,
1951, pp. 109-10.
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